Criado pela Lei nº 11.889/91, o CEDCA/CE tem como objetivo promover, assegurar e defender os direitos da criança e do adolescente, seguindo os princípios estabelecidos pela Constituição Federal, Estadual e pelo ECA.
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15 de janeiro de 2011

Nova Ministra da SDH Toma Posse

 nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, tomou posse no dia 03 de janeiro, em Brasília. Em seu discurso de posse Rosário afirmou que será incansável no combate à violência contra crianças e adolescentes. A prioridade à infância e à juventude corresponde à orientação que a Presidenta Dilma Rousseff dará à área social.

 “Afirmo a vocês, não descansaremos diante das situações de violência contra as crianças e adolescentes brasileiros, diante da exploração sexual de meninas e meninos, da transformação de seus corpos em produto e da destruição de suas vidas pela lógica do mercado. Não descansaremos enquanto as crianças estiverem nas ruas, mas também não descansaremos enquanto estiverem à espera de uma família que não chega, dentro de um programa de acolhimento institucional, tendo negado seu direito à convivência familiar e comunitária”, enfatizou.

Segundo Maria do Rosário, o governo seguirá as metas do Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes (2011-2020), aprovado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em dezembro de 2010. O Plano Decenal contém diretrizes, metas e objetivos estratégicos para a área da infância e adolescência para os próximos dez anos. “Esperamos que o comprometimento da Ministra com o Plano Decenal contribua para que as políticas ali elencadas influenciem a formulação do próximo Plano Plurianual (PPA)”, afirmou Cleomar Manhas, assessora política do Inesc. O PPA deve ser apresentado ao Congresso Nacional este ano, pelo Executivo.

A nova ministra já definiu que a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente permanecerá sob a responsabilidade de Carmen Silveira de Oliveira que também é presidente do Conanda. Em dezembro do ano passado, durante visita ao Conselho Rosário parabenizou o trabalho da secretária, o qual classificou como peça fundamental no avanço das garantias dos direitos de crianças e adolescentes brasileiros.
 
Ao finalizar seu discurso, a ministra pediu ainda a união para superar os desafios, reafirmou a importância da implementação da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos e falou detidamente sobre cada segmento sob responsabilidade da SDH, como Crianças e Adolescentes; Pessoas com Deficiência; Direitos dos Idosos e de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros; Direito à Memória e à Verdade; e Combate à Tortura. “O mais importante é que estejamos unidos, governo, sociedade e movimentos sociais. Não vamos descansar enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e brasileiras”, afirmou a ministra.

Fonte: Notícia publicada no site criancanoparlamento no dia 14/01/2001.

Cartilha Orientará Profissionais da Saúde a Identificar os Tipos de Violência Crianças e Adolescentes

O site criança e adolescente no parlamento divulgou, no ultimo dia 14 de janeiro, o lançamento, realizado pelo Ministério da Saúde, da cartilha que orienta os profissionais da saúde a identificar as alterações comportamentais que podem auxiliar no reconhecimento de situações de violência sofrida por crianças, adolescentes e seus familiares. Por meio da cartilha o profissional irá aprender ainda a traçar o diagnóstico da violência da comunidade onde atua.
Segundo a coordenadora da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Elsa Regina Justo Giugliani, a cartilha traz um modelo de cuidado e atenção a todos os tipos de violência contra crianças, adolescentes e suas famílias, que deve ser seguido por todos os profissionais de saúde do País. As capacitações vão começar pelos estados do Nordeste e da Amazônia Legal.

Fonte: criancanoparlamento.


13 de dezembro de 2010

Da boca do Leão para o sorriso da criança

Existem muitas maneiras de doar. Quem pode dispor de tempo, mas não de dinheiro, pode se tornar um voluntário em instituições assistenciais. Muitos amigos formam grupos para arrecadar doações. Organizações religiosas também costumam adotar projetos sociais e fazer sua parte, mas talvez nenhuma delas seja mais lógica do que a dedução do Imposto de Renda.

Uma lei determina que, tanto a pessoa física, como a jurídica, podem deduzir doações do imposto a pagar. Funciona como um repasse e ao invés da pessoa ou empresa pagar ao governo o que deve de imposto sobre a renda, ela destina o valor para instituições de assistência. Nem é um procedimento tão simples, já que é preciso recolher o valor antes de saber quanto será o montante devido, mas nada que um contador bem informado não
resolva rapidamente.

Os valores direcionados à assistência social, vão todos para os Fundos para a Criança e o Adolescente. A administração destes fundos pode ser Federal, Estadual ou Municipal. De acordo com Conceição Nunes, secretária executiva do Conselho Estadual do Direito da Criança e do Adolescente, que faz a gestão do fundo no âmbito estadual no Ceará, as contribuições são recolhidas e encaminhadas aos projetos de instituições que forma pré-aprovadas. “É um processo que estabelece qual será o destino exato do recurso”, explica.

Conceição diz que o recurso que vem das empresas ainda é o principal. “Grandes instituições como Petrobras e Oi, destinam valores da ordem de R$1,25 milhão e R$2 milhões para projetos”, conta.

A Petrobras informa, por exemplo, que pretende investir R$ 1,2 bi até 2012 nesses projetos. Os valores são repassados para as entidades através de seleção pública, de acordo com a contribuição dada para a redução da pobreza e da desigualdade social.

Já os recursos das deduções das pessoas físicas, giram em torno de R$ 12 mil. “Ainda é muito pouco. As pessoas não tem informação”, lamenta.

Fonte: Matéria publicada no Jornal O Povo.

8 de dezembro de 2010

Curso para Conselhor Tutelares e Conselhos dos Direitos

Estão abertas as inscrições para o edital de formação de nova turma do curso "Teoria e Prática dos Conselhos Tutelares e Conselhos dos Direitos" que visa desenvolver competências conceituais, comunicativas, interpessoais e políticas para reconhecer na legislação disponível os mecanismos para zelar e garantir a promoção dos direitos da criança e do adolescente. Trata-se de parceria entre a SDH/CONANDA e FIOCRUZ/ENSP em que se destacam os objetivos de: i) oferecer cursos de formação à distância para Conselheiros Tutelares e dos Direitos da Criança e do Adolescente; ii) manter portal interativo com conteúdos do curso, conteúdos complementares e materiais de referência para os alunos do curso; iii) manter e atualizar estratégia empreendida na Comunidade de Aprendizagem.

O curso é direcionado a Conselheiros Tutelares e Conselheiros dos Direitos em atividade e profissionais que atuem na rede de atendimento a crianças e adolescentes.

São oferecidas 1.625 (um mil seiscentos e vinte e cinco) vagas. Dentre essas vagas, 70% delas serão reservadas aos conselheiros tutelares e dos direitos e 30% aos profissionais atuando na rede de atendimento a crianças e adolescentes.

Dos Pré-requisitos:

- Estar exercendo mandato de Conselheiro Tutelar ou de Conselheiro dos Direitos ou estar atuando na rede de atendimento a crianças e adolescentes há pelo menos 02 (dois) anos;
- Possuir escolaridade de nível médio ou superior;
- Dispor de recursos ágeis de conectividade por via internet (preferencialmente) ou por via telefone ou ainda pela via postal através dos Correios;
- Possuir habilidade para utilizar computadores e os recursos de conectividade internet, email, fórum, chat, etc ou orientação e apoio para tanto;
- Dispor de pelo menos 06 (seis) horas semanais.

O período de inscrição é de 05 DE NOVEMBRO DE 2010 A 05 DE JANEIRO DE 2011.

O edital na íntegra e maiores informações podem ser encontrados no  link www.ead.fiocruz.br/_downloads/edital997v28.pdf.

 Fonte: Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.

5 de dezembro de 2010

Segurança Pública rejeita mudanças no ECA

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado rejeitou na quarta-feira (1) o Projeto de Lei 5673/09, do deputado Gláuber Braga (PSB-RJ), que prevê que o regime de semiliberdade e a medida de internação não serão aplicados ao adolescente que praticar ato infracional sob efeito de droga ou em razão de dependência.
A proposta, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90), estabelece ainda que os benefícios de anistia, graça e indulto, previstos na legislação penal, também valerão para o menor infrator. Além disso, a medida de internação só poderá ser aplicada após o trânsito em julgadoExpressão usada para uma decisão (sentença ou acórdão) da qual não se pode mais recorrer, seja porque já passou por todos os recursos possíveis, seja porque o prazo para recorrer terminou. da sentença, o mesmo que ocorre hoje com os maiores de idade.
O relator, deputado Major Fábio (DEM-PB), afirma que o erro da proposta é dar tratamento penal ao adolescente. Ele argumenta que o ECA não tem foco penal, mas protetivo.
Major Fábio também discorda da não aplicação de medida de internação ou semiliberdade aos adolescentes usuários de drogas e dependentes. Ele afirma que seria dar tratamentos diferentes para situações semelhantes.
Tramitação
A proposta, sujeita a votação do Plenário, também será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, que também se manifestará quanto ao mérito.

Íntegra da proposta:

Fonte: Agência Câmara de Notícias